Onda de Antissemitismo na França.

Escrito pela Ir. Dominique de la Maisonneuve, NDS

Desde o ano 2000 cresce no país uma contestação social que tomou forma a partir de outubro de 2018 no movimento dos “Coletes Amarelos”.

Este movimento, apolítico, nasceu da indignação de pessoas modestas que trabalham, mas tem dificuldades para terminar o mês e, por conseguinte, não suportam mais a diferença insolente entre seu padrão de vida e o dos “ricos”. Essa reinvindicação é absolutamente respeitável: é preciso mais justiça social, de um senso de partilha ainda quando o individualismo é rei.

A história da França nos ensina que as reivindicações se expressam, há muito tempo, nas ruas… E desta maneira, desde 17 de outubro de 2018, todos os sábados, em todo o país, e especialmente em Paris, os “Coletes Amarelos” entram a circulação prejudicando a economia do país.

Como quase sempre acontece, a estas manifestações se juntaram criminosos, vândalos que, semana após semana, se deram o direito a atacar violentamente os bens e  as pessoas, especialmente os judeus, eternos bodes expiatórios em tempos de crise. Isto explica a explosão em 2018 do número de atos antissemitas na França: 541! 74% a mais que em 2017.

Qual é a razão ou as razões para esse ódio contra os judeus?

Antes de tudo, suspeita-se que todos sejam ricos… (uma mulher idosa foi assassinada em seu apartamento com o objetivo de roubar seu dinheiro, mas nada encontraram …)

Banqueiros ou não, eles fazem parte das elites, odiada pela classe média com um ódio nada racional, e guiado pelo ódio à potências do dinheiro.

Os judeus são atacados, às vezes até a morte, simplesmente pelo fato de serem judeus; nem mesmo os mortos são poupados! As profanações de cemitérios o provam; bem como o rosto de Simone Veil (que escapou de Auschwitz aos 17 anos), cuja fotografia foi coberta de suásticas.

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