Assunção da Santíssima Virgem, segundo Pe. Theodoro Ratisbonne.

“Fez em mim grandes coisas aquele que é onipotente” (Lc 1, 49).

por Pe. Theodoro Ratisbonne.

“Era justo e conveniente — assim se exprime um doutor da Igreja — que o Filho de Deus recebesse no mais alto dos céus a Virgem que o havia concebido e lhe havia dado o ser sobre a terra. Os profetas viam-na subir como aurora que desponta. Atravessa os espaços, os céus, os coros dos anjos e dos santos e vai sentar-se sobre o trono real na celeste Jerusalém. Quanta imponência! Quanta majestade! Ide, filhas de Sião, contemplar a vossa Rainha coroada! Se não é dado ao homem compreender na terra a felicidade preparada por Deus às almas santas, como poderemos fazer um juízo das grandezas de Maria? Limitemo-nos a meditar esta verdade: lá onde estiver a Mãe, aí estarão as companheiras e filhas que lhe são consagradas. As esposas de Cristo reunir-se-ão à sua Soberana, se lhe seguirem as pegadas no caminho da obediência e da humildade.

A bem-aventurada Virgem mesma nos revela o motivo da sua exaltação: “O Altíssimo olhou a humildade da sua serva”. Permaneceu humilde em meio às homenagens insignes que lhe eram tributadas pelos anjos e pelos homens. Este prodigioso aniquilamento foi a medida da sua grandeza. As almas humildes tanto mais se aproximam da Deus quanto mais perfeitamente se desprendem de si próprias, como o prato de uma balança que se eleva à medida que o outro desce. No céu nos aguardam alegrias e delícias indescritíveis, cujo penhor recebemos ainda nesta vida, na mesa sagrada. Mas, para merecê-las, devemos ser humildes; e, para obter esta virtude, celebremos as festas de nossa Senhora com uma renovação do fervor no serviço de Deus.”

Fonte: Migalhas Evangélicas, Pe. Theodoro Ratisbonne.

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